sexta-feira

São Tomé e Príncipe !!!


A Chegada a São Tomé é anunciada pelo mar, de um azul impossível. Da janela do avião é tudo o que consigue avistar por momentos, até que uma explosão de verde surge no horizonte.Não sei se precisa de ouvir falar sobre a beleza das praias desertas, a magia da floresta,as memórias das roças de café e cacau,ou se basta dizer que assim qualquer viagem começa bem

Viver Leve, Leve

A pista é curta e o aeroporto por onde se passeiam pessoas e animais tem pouco a ver com a realidade europeia.Mas mais indícios anunciam um mundo novo. O calor húmido. A pilha de malas e caixotes.A nostalgia impressa nos cartazes e na arquitectura do edifício. E o olhar doce das pessoas que vieram ao ao aeroporto, não para receber um famíliar mas tão-só para ver recém-chegados (além do voo charter da Euroatlantic,em operação até Setembro, o voo semanal
da TAP num País onde a chegada de um avião é um acontecimento.

E assim nos sentimos durante algum tempo. Como um acontecimento. Que atrai os meninos vendedores de cololares e aspirantes a guias turísticos, os cambistas de rua e as crianças que correm a toda a hora á volta dos turistas pedindo "doce, doce"... Vivem-se as primeiras impressões, entre o impacto de tanta beleza concentrada num pedaço de terra tão pequeno (depois das Seychelles, São Tomé e Príncipe é o País mais pequeno de africa ) e o constrangimento de assistir a carências primárias injustificáveis. o estranho é que o pouco e pouco perdemos essa importância e, se nos permitirmos a felicidade, tornamo-nos personagens deste redisto cinematográfico neo-realista.

As lavadeiras, uma presença constante na paisagem são-tomense vista geral da cidade de são tomé e mulher que regressa do mercado. Pescadores junto á lagoa Azul.

O segredo é entra no ritmo"Leve-Leve" dos São-Tomenses,como eles própios o definem. Um povo com uma cadura desarmante e uma forma de estar que nos induz (e seduz) calma, tranquilidade e também um total falta de pressa. Há quem diga que é apenas a força das paragens tropicais que tudo anestesia e nos impele a respirarde outra forma e com mais prazer. Aqui sabe bem viver um dia atrás do outro, deixar o tempo passar e perder a noção dele. É assim que vivemos os restantes dias, entre um passeio na cidade, as memórias das roçasm um mergulho no mar à sombra de uma árvore-carroceiro e uma pausa para deixar passar a chuva tropical e sentir o cheiro a terra molhada.

Rumo ao Sul.

A maioria dos viajantes chega com urgência de sul. É o chamamento di Equandor, que atravessa este território, ou a fama das praias de areia dourada protegidas pela vegetação (e pelo deuses).
Ninguém sabe ou todos o confirmam, pois não há como resistir ao apelo. Mas tem de estar preparado. en São Tomé tudo e virgem e a juventude de um país cin 35 anos não lhe permitiu a faltado, mas há sempre outras prioridades que não a das gentes. As estradas, ou a única estrada,
que afinal nem chaga a percorrer todos os 165 quilómetros de costa da maior das duas ilhas que constituem o arquipélago (e a única visitada nesta história-o Príncipe ficou na agenda de um namoro futuro) dificilemente pode ser apelidada de principal. Obriga sempre à utilização de todo-o-terreno e de rins e estômago bem treinado para encarar cin descontracção os obstáculos, na maioria das vezes apenas burracos no alcatrão, ou falta dele. Se nesta altura estiver a torcer o nariz faça o favor de recomeçar a ler e recordar que aqui se vive "leve-leve". A recompensa aguarda os espíritos abertos.
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