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escravatura e o Ciclo do Cacau.

 
 
A História de São Tomé e Príncipe
 
 
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Os portugueses colonizaram-na com cristãos-novos que tinham sido expulsos pela Inquisição. A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas 





no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais   levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVII. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as     ilhas    entrepostos de escravos para o Caribe e para o Brasil.
    Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional,   chegou a controlar cerca de dois terços da ilha de São Tomé.
                         A escravatura e o Ciclo do Cacau

A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café. Nesse período, as ilhas se figuraram dentre os maiores produtores mundiais de cacau. A escravatura foi abolida em 1876, mas ao longo do século XX os portugueses mantiveram os trabalhadores rurais santomenses em degradantes condições de trabalho.
Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo a sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este, tinham de ser sancionadas pelo Governador da Colónia. Este para legislar, auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.
Durante muito tempo o Governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que, com a luta armada nos outros territórios sob a sua dominação, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada, encontrava-se a Direção-Geral de Segurança (DGS).
O Governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar o governo colonial e dele trazer instruções.
Na Ilha do Príncipe, em representação do governo havia o Administrador do Concelho com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois Concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em varias freguesias.
Em 1951 o território adquiriu o estatuto de Província Ultramarina portuguesa, sendo feito um esforço de desenvolvimento na agricultura, vias de comunicação e da educação.